Fuego! Desejo Texano - Parte II
Postado por Darth Vader


Saudações, aprendizes.

Ninguém tem o direito de me criticar pelo breve momento da minha ausência. Tão-pouco meros aprendizes. Don't fail me again!

Invoncando novamente a minha suprema generosidade, regresso para apresentar-lhes a continuação da minha singela resenha sobre Desejo Texano. Desta vez, Cara Summers nos agracia com O amor está no ar - uma história encantadora, marcado de ironias, sarcasmo e bom-humor. Nada disso, entretanto, supera na história a delicadeza com que a Summers tece a descoberta do AMOR, um sentimento nobre presente em cada fala e em cada gesto dos nossos queridos protagonistas.


Macy Chandler tinha uma promissora empresa de chefes de cozinha, a Quente como a Gente Gosta. Devido ao estrondoso sucesso dos deliciosos acepipes preparados pela Macy, ela fora convidada pela famosíssima coluna Sexo na Sela do jornal Austin Herald para providenciar três refeições românticas como prêmio para o concurso do dia dos namorados promovido pela revista: um "Brunch na Cama", um "Piquenique do Prazer" e uma "Ceia Sexy". Isso levara a nossa querida protagonista ao êxtase. Demais, Kate entrara em contato com uma rede de televisão local e os convencera a exibir Macy preparando cada receita, e o jornal iria publicá-las para aumentar ainda mais a circulação.

O sucesso profissional, no entanto, não era capaz de fazer a nossa doce protagonista esquecer-se das malezas e infelicidades de uma vida de solteira. Ninguém para desentupir o ralo do banheiro. Ninguém para limpar o cocô do cachorro. Ninguém para trocar uma maldita lâmpada filha da mãe. A pobre coitada já tivera três relacionamentos, nos quais, tadinha, fora trocada pelas carreiras profissionais. O primeiro, trocou-a por uma vaga de zagueiro num time de futebol profissional. O segundo, um cantor country, descartou-a em troca de gravadora. O último, «segurem-se, meninas!», a trocou por um bandido. Não, ele não era gay. Para o nosso galante protagonista «as mulheres sempre foram relegadas à periferia de sua vida, a não ser a mãe e as duas irmãs», mas ele, definitivamente, não é gay. Como a Macy previamente descobriu. E, futuramente, disso se fartará.

Cade Dillon envolveu-se com a nossa romântica protagonista em situações pouco confortáveis e ainda menos propícias para o florescimento deste sentimento nobre que é o amor. Macy fora a única testemunha que poderia revelar a identidade de um famoso bandidinho que andava aprontando pela cidade havia dois anos: Elton Leonard (na minha modesta opinião? - fichinha). O casalzinho se conheceu enquanto ela dava o seu depoimento à polícia e identificava o meliante. Após isso, era dever do nobre ranger proteger a nossa meiga protagonista. Durante três dias, tiveram uma paixão tempestuosa e nada casta. Mas, assim que o vilãozinho fugiu, caros amigos, ele a abandonou (na tristeza... na solidão... no frio do inverno) para sair em busca do ladrão de galinhas.

Agora, depois de DOIS MESES, senhoras e senhores, ele reaparece. E ainda lhe dá uma ótima notícia: o menino da FEBEM está de volta à cidade e planeja um atentado contra a nossa indefesa protagonista.

E agora, queridos aprendizes? Será a nossa mimosa protagonista capaz de perdoar o nosso sedutor protagonista pelos dias em que não teve para quem cozinhar? Voltarão os amantes a repartir um cobertor e dormir de conchinha? Sou mau e solto spoiler: sim. Eles voltarão. E terão deliciosos momentos regados a Merlots e chocolates. Sim, o bandido é preso.




Para comprovar a qualidade deste material, acompanhe comigo os melhores momentos desta saga cheia de ação e beijo na boca:

Nada pode ser tão sedutor quanto dar de comer ao parceiro.

Ele tinha um corpo maravilhoso, mas o afrodisíaco perfeito era o sabor. Ela simplesmente não se cansava daqueles sabores. Nele Macy encontrava uma fome e um desespero à altura dos seus. Deixou-se afundar na sensação, sem pensar em voltar para respirar. Quase gemeu alto quando ele enfiou os dedos pelo cós da calça jeans e a puxou pelas pernas abaixo. Então, subitamente, ele ficou muito tenso.
— Aaaahhh... — Ele emitiu um gemido sussurrado.
— O que foi?
Ele apoiou a testa à dela e aspirou o ar ruidosamente.
— Preciso de um minuto.
Segundos se passaram e só se ouvia o barulho da respiração de ambos.
— Você não está usando calcinha — Cade finalmente conseguiu dizer.
— Não lavei roupa esta semana.

Ela havia aplicado o desenho sobre a barriga dele, se sentado de pernas abertas sobre Cade e soprado a tatuagem para fazer o chocolate endurecer mais rápido. Mas não fora só o chocolate a endurecer.

Por outro lado, Cade parecia perfeitamente tranquilo, com um cotovelo apoiado na bancada, as pernas compridas esticadas em frente a si, e os pés descalços cruzados nos tornozelos. Só de ver aqueles pés ela começava a sentir o desejo... Por que será que homens de pés descalços eram tão sensuais?


Esta é especial para uma aprendiz notória:

Macy piscou o olho e sorriu para a câmera. Pela primeira vez, Cade olhou bem para ela e, ao fazê-lo, simplesmente não conseguiu mais desviar. O tempo pareceu ficar mais lento. As pessoas ao redor dele foram se esvaindo e o ar ficou mais pesado. Ele quase se esqueceu de respirar. Foi a mesma reação que tivera no dia em que ela lhe adentrara o escritório. Ela parecia a mesma pessoa da imagem que ele vinha carregando na mente fazia dois meses, pequena, loura e irradiando tanta energia quanto a fada Sininho.

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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

às 17:35


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Fuego! Desejo Texano - Parte I
Postado por Vader

Saudações, aprendizes.


Se há uma coisa que eu nunca consegui entender muito bem e que existe em toda a extensão do universo é a pretensão da crítica literária. Não entendo como podem glorificar Paulo Coelho e o seu título simbólico de imortal da Academia Brasileira de Letras (cujo ato solene foi de suma importância na história do Império) e ao mesmo tempo massacrarem autores fantásticos e de raríssima imaginação como a Dona Maria Mais ou Menos da Falabella.

Pensando nisso, no alto da minha suprema generosidade, resolvi dar uma chance aos injustiçados autores marginalizados, dedicando-lhes alguns minutos semanais da minha atenção em escrever humildes resenhas, as quais reunirei singelamente sob o marcador «Vader's readings».

Foram chuvas de sugestões - desprezo aprendizes que fazem o possível para se aparecer... Para começar esta série de resenhas, decidi, ingenuamente e sem muitas esperanças, aceitar uma sugestão em especial, dando início à leitura de um livro surpreendente e arrebatador do qual transcrevo a sinopse - Desejo Texano:


Segurem-se meninas! O que acontece quando três mulheres loucas por aventuras encontram três pedaços de mau caminho?

Um homem de verdade - Kimberly Raye
Cheryl Anne Cash é instrutora oficial de prazeres. E ela mal pode esperar para mostrar suas novas habilidades ao seu ex-amante...

Bad boy - Alison Kent
Tess Autrey não é nenhuma oferecida, mas quando conhece um rancheiro de tirar o fôlego ela começa a rever sua estratégia...

O amor está no ar - Cara Summers
Já faz alguns meses que o sexy Texas Ranger de Macy desapareceu no ar... e agora ele está de volta! E tem planos muito interessantes para compensar o tempo perdido...


Segurem-se, meninas! Infelizmente, esta semana exponho as minhas modestas opiniões apenas sobre Bad boy da Alison Kent, uma autora merecedora de ocupar com honras a desditosa cadeira 21 da ABL - claro, se fosse brasileira.

Bad boy, conta a odisseia de Tess Autrey, uma psicóloga com problemas de relacionamento com a sua mãe, a qual insiste em querer lhe garantir um casamento promissor.

Numa das suas artimanhas para fugir de mais uma oportunidade em se dar bem na vida às custas de um marido RICO (não que a nossa protagonista seja pobre - detestaria isso) a Dr.ª Autrey aceita escrever um texto para a coluna Sexo na Sela, abordando a vida sexual de peões de rodeio e as suas tietes, numa revista de excelente prestígio. Para isso, Tess teria de passar quatro dias no disputadíssimo rancho Triple RC (diz-se que artistas de renome internacional não tiveram a mesma sorte da nossa protagonista) a fim de traçar um perfil dos peões e ouvir o seu lado da história.

Pobre Tess Audrey, não imaginava que ela mesma se tornaria uma tiete antes mesmo de chegar ao rancho. Enquanto confirmava a sua estadia, Tess se derretia e se abria toda com o nosso protagonista garanhão Wyatt Crowe. A sua ruína foi encontrá-lo pela primeira vez dominando o seu alazão com a elegância de um Skywalker, suado sob o sol quente de uma manhã do fim de inverno texano. Os dois trocam a melhor correspondência de olhares da história do universo.
A partir de então, fica difícil para a nossa virgem vestal manter o decoro e o profissionalismo e não se deixar influenciar por essa presença marcante e musculosa, aumentando a tensão e os seus dilemas emocionais. Principalmente por que o Crowe «estava subindo pelas paredes» sic e já tinha tudo planejado para seduzir a nossa inocente raparigota.


Pontos fortes:

- A Tess Audrey faz a vilania se orgulhar neste livro bem elaborado. Devo confessar que me emocionei ao ler: «A DOUTORA Tess Autrey adorava tudo que era novo. O cheiro de carros novos. O encaixe de sapatos novos. O cardápio de sobremesas em um novo restaurante.» Gostei do seu sentimento esnobe, sobretudo pela forma em que se dá destaque ao DOUTORA. Basta de protagonistas humildes.

- A mãe da Tess Audrey, Sua Alteza Georgina, foi uma personagem de fato muito relevante para expor o caráter paradoxal da nossa querida protagonista. Ela adora o novo e não é casada com um homem rico. Como ela espera manter a sua compulsão pelas novidades? Ponto para Vossa Majestade, Georgina. Obrigue essa menina a casar logo.

- As tietes de rodeio. Uma pena não existirem tietes intergaláticas.

- Os modos pouco delicados do nosso protagonista.

- O excelente ponto de vista da estimada escritora Alison Kent sobre as relações sexistas.


Pontos fracos:

- O título não condiz com o enredo. Eu não estava presente na história, logo, não existiu nenhum bad boy.


Caríssimos, não lhes apetecerá se revelar mais informações do que as que já apresentei aqui. No entanto, se esta pequena resenha sobre um enredo original e ardente não foi o suficiente para estimular a vossa vontade em se deliciarem com esta obra prima marginalizada, só me resta apresentar os seguintes trechos selecionados com o rigor do mais inflexível dos vilões:

«— Que horas são? — Além de ser hora de morrer de vergonha... (Tess)
— Hora de ir para a cama. (Wyatt)
— Juntos?
— Ótimo...
(...)
— É o que você quer?
(...)
— Desculpe. Acho que devia ter ficado só no chá. Não costumo ser tão antiprofissional. Nem tão... fácil Tão... faminta...»


«— A coisa está se encaminhando desde que nos vimos naquela estrada. Foi quando tudo começou. Você olhando para mim. Eu olhando para você. Ou antes, naquele telefonema, com você me dizendo que celibato era coisa de passarinho. (Wyatt)»


«Adentrou-a com um só golpe longo, e ela arfou ao ser preenchida por ele, e lhe envolveu o pescoço com os braços, segurando-se para a cavalgada, e ela sabia que esta cavalgada não demoraria muito tempo para nenhum dos dois.
(...)
— Isso NÃO devia ter acontecido tão rápido — ele disse, já na cama, levando o cotovelo direito para mais perto da cabeça dela, cujos cachos molhados estavam colados à pele dele.»


«— Diga-me uma coisa. É realmente possível fazer sexo sobre um cavalo em movimento? (Tess)
(...)
— Ah, Wyatt Crowe, acho que eu amo você.
— E eu acho que amo você, Tess Autrey — ele disse. — E por você, eu posso até tentar fazer este negócio no cavalo...»

Com estas brilhantes citações, deixo os senhores aprendizes no gosto de quero-mais e me despeço.

Até a próxima semana.

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

às 21:16


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